11 de jul. de 2007

ENTIDADE MUNICIPAL DOS ESTUDANTES DE SANTA CRUZ, LANÇA CAMPANHA EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA!!!


A UESC (União dos Estudantes de Santa Cruz do Sul) esta lançando acampanha S.O.S Educação - A educação pede socorro!, a campanha vai denunciar o descaso do Governo Yeda com as escolas públicas, mas também o Governo Lula como um dos principais responsaveis pela situação precaria da educação pública no Rio Grande do Sul e no Brasil.
A Campanha pretende atingir cerca de 10 mil estudantes na cidade, a UESC é uma das principais entidades municipais do estado e uma das poucas que tem eleições diretas para sua diretoria.
para acompanhar a campanha, acesse o blog da UESC : blogdauesc.blogspot.com

4 de jul. de 2007

ENFIM UMA PARADA LIVRE DIFERENTE
Por Tamyres Filgueira - Movimento Vamo Bate Lata


Era 15h do dia 01 de julho, um domingo de sol no parque da redenção em Porto Alegre, local que tradicionalmente acontecem as paradas GLBT, quando as pessoas começaram a se aglomerar em torno de um antigo caminhão de som com a bandeira do movimento DESOBEDEÇA – GLBT e da CONLUTAS. Era o ponto de encontro para a mini parada livre. Aos poucos o povo foi chegando e já éramos milhares. Tivemos que ficar esperando por um bom tempo para começar, pois o local não foi liberado pela prefeitura do PPS. Quando já era perto das 17h foi ligado o caminhão e anunciado a fala de Luciana Genro pelo PSOL e Vera Guasso pelo PSTU. Começava ai um novo momento do movimento GLBT. Depois de muito tempo estávamos participando de uma parada livre politizada. Vera em seu discurso lembrou que nosso partido luta contra a exploração, mas também contra a opressão, pois a burguesia usa os dois para continuar dominando.
A mini parada foi uma idéia do Grupo DESOBEDEÇA – GLBT, que recentemente decidiu pela sua filiação a CONLUTAS.Contrariando as paradas que esqueceram o caráter de protesto do dia 28 de junho, o dia internacional do Orgulho GLBT, a Mini Parada foi uma atividade politizada e vitoriosa que ocupou o vazio deixado pelas paradas festivas que irão acontecer somente em setembro e novembro próximos.
A mini parada mostrou que é possível fazer um dia de protesto e também de comemoração e diversão sem gastar muito dinheiro. Os pequenos custos que houveram foram financiados pelos sindicatos e demais movimentos que apóiam a luta contra a homofobia. Não foi necessário o dinheiro dos governos e de empresas.
Além de milhares da comunidade GLBT estavam presentes ativistas de sindicatos e do movimento estudantil, militantes do PSTU e do PSOL e da CONLUTAS. O PSTU soltou um manifesto onde colocava a necessidade de colocar a luta contra a homofobia com parte da luta geral contra o capitalismo e em unidade com os demais setores explorados e oprimidos.
Depois aconteceu uma caminhada até o Shopin Olaria, um local do Bairro Cidade Baixa, onde a comunidade GLBT se encontra e é intimidada e proibida de ficar no local caso não tenha dinheiro para consumir nos bares e lojas do recinto. No Olaria o DESOBEDEÇA homenageou 3 personalidades que desobedecem a lei e a ordem homofóbicas. Uma das homenageadas foi à companheira Vera Guasso pela defesa do movimento que a companheira fez durante as eleições de 2006 como candidata ao senado pela frente de esquerda.


Veja algumas fotos da mini-parada GLBT:













2 de jul. de 2007

UFRGS terá cotas raciais no próximo vestibular!
Tamyres Filgueira – Movimento Vamo Bate Lata

No dia 29 de junho ocorreu em Porto Alegre a votação no Conselho Universitário da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) do projeto de implementação da cotas raciais e sociais na universidade. A discussão das cotas raciais movimentou a universidade e abriu a discussão na sociedade, o movimento negro, sindical e estudantil favorável as cotas este mobilizado durante toda semana, um dia antes da votação já havia estudantes e trabalhadores acampados na reitoria da UFRGS, no dia da votação estavam presentes centenas de ativistas concentrados no saguão da reitoria.
Mas como era de se esperar, um grupo de estudantes contra as cotas convocou um ato no mesmo dia, mas o ato fracassou e dispersou antes de sair o resultado da votação. Durante a semana a sociedade gaúcha pode perceber o caráter racista do movimento contra as cotas na universidade, pichações ao redor da UFRGS com dizeres racistas como “lugar de negro é na cozinha do RU” deu o tom da disputa que estava colocado naquela semana.
Uma integrante do Conselho Universitário, a estudante Claúdia Thompson (contra as cotas) entrou na justiça pedindo uma liminar para impedir a votação. Mas a reitoria pressionada pelo movimento favorável as cotas consegui anular a liminar e colocou o projeto em votação.
Depois de 6 horas de discussão foi aprovado com 27 contrários e 43 votos favoráveis as cotas raciais e sociais na UFRGS, no próximo vestibular 30% das vagas por curso serão destinadas as cotas, sendo que 15% racial e 15% para estudantes de escola pública.

A luta contra o racismo continua!
Esse debate que estava no limite dos muros da universidade, se espalhou por toda sociedade e serviu para mostrar a divisão racial existente normalmente é mascarada, quando falamos de negros na UFRGS estamos falando de apenas 2% dos estudantes e 0,3% dos professores.
Esse debate mostra que o racismo é parte desta sociedade e assim como a opressão às mulheres é parte fundamental da exploração capitalista. Por isso nossa luta não se limita a lutar por cotas nas universidades, mas sim faz parte de uma luta mais global contra uma sociedade que utiliza a opressão as mulheres, negros e homossexuais para gerar lucro aos grandes empresários.
Nossa luta não é contra os brancos, mas sim contra uma classe que domina as riquezas e gera a exploração, nossa luta é pela construção de uma nova sociedade sem classes, sem exploração, sem racismo, sem homofobia e machismo, nossa luta é por uma sociedade é socialista!